PERU, BOLÍVIA E CHILE – 28 dias, 15 cidades, 7.600km percorridos e muitas histórias para contar (PARTE 1)

Por Rodrigo Paulo (parceiro e colaborador do mochilandonaweb.com),

Mochilao - chile-bolivia-peruFala galera que mochila na web!

Fazia muito tempo que sonhava em fazer um mochilão pela América do Sul, mesmo sem ter informações da maioria dos destinos que eu gostaria de ir (Bolivia, Peru e Chile).

Porém a idéia foi tomando forma e se concretizou quando minha namorada, que apesar de não curtir muito a ideia de fazer um mochilão, topou (com algumas condições ::lol4:: ) o desafio e embarcou comigo nessa.

Vou tentar colocar no relato o máximo de informações possíveis, todos os gastos, lugares que visitei, dicas valiosas e muitas, mas MUITAS fotos. Enfim, chega de blá, blá, blá e vamos às informações que interessam.

ROTEIRO

O roteiro que eu fiz é o clássico de Peru, Bolívia e Chile, com algumas pequenas modificações. A chegada foi por Lima (por causa da passagem mais barata) e depois começamos a fazer o círculo no sentido horário. Esse sentido é melhor porque você vai se aclimatando aos poucos: Lima no nível do mar, depois Arequipa (ou Cusco), que já é um pouco mais alta, depois La Paz e Uyuni, que é onde você pega as maiores altitudes. Vai por mim, dessa forma vocês evitam o sorochi. :mrgreen:

Segue o detalhamento:

06/02 – Recife / São Paulo / Lima
07/02 – Lima
08/02 – Lima
09/02 – Huacachina
10/02 – Islas Ballestas / Paracas
11/02 – Arequipa
12/02 – Colca Canyon
13/02 – Arequipa / Puno
14/02 – Puno / Copacabana / Isla del Sol
15/02 – Isla del Sol / Copacabana / La Paz
16/02 – La Paz
17/02 – La Paz
18/02 – La Paz / Uyuni
19/02 – Salar de Uyuni
20/02 – Salar de Uyuni
21/02 – Salar de Uyuni / San Pedro de Atacama
22/02 – San Pedro de Atacama / Calama / Santiago
23/02 – Santiago
24/02 – Santiago
25/02 – Valparaíso / Viña del Mar
26/02 – Santiago / Calama / Arica
27/02 – Arica / Tacna / Arequipa / Cusco
28/02 – Cusco
29/02 – Cusco
01/03 – Cusco
02/03 – Cusco / Águas Calientes
03/03 – Machu Picchu / Águas Calientes / Cusco
04/03 – Cusco / Lima / São Paulo / Recife

mochilão chile-bolivia-peru

“Mas Rodrigo, que danado é esse 8 aí no meio do mapa do seu roteiro? Explica pra gente!”

Então, normalmente o roteiro clássico, ao sair de Huacachina, passa por Cusco, Puno e vai pra Copacabana, deixando Arequipa pra ir depois de San Pedro do Atacama. Ocorre que em Machu Picchu eu queria muito fazer a Trilha Inca, que no mês de fevereiro está fechada para manutenções. Portanto eu fiz esse malabarismo todo no meu roteiro para poder começar a Trilha Inca no dia 01/03 (quando o local voltaria a estar aberto ao público).

Meu roteiro ainda incluía 10 dias em Huaraz, pra fazer o Trekking de Santa Cruz. Minha namorada voltaria ao Brasil e eu continuaria por lá mais um pouco ainda. Mas no fim da viagem várias coisas foram acontecendo e eu fui ficando cansado, também, por isso decidi antecipar minha volta ao Brasil e deixar Huaraz para uma outra oportunidade.

PASSAGENS AÉREAS

Bom, pra nós que somos de Recife foi muito difícil encontrarmos uma promoção que realmente valesse a pena, como ocorre pra quem é de São Paulo. Passamos um bom tempo de olho no preço das passagens, e realmente estavam um pouco salgadas. Até que surgiu uma promoção da TAM por 28.000 milhas saindo de Recife. Foi o melhor que conseguimos.  🙁

Como não tínhamos milhas suficientes, compramos as passagens através do site MaxMilhas e acabou saindo, com todas as taxas, por R$ 1.400, o que foi um preço até que razoável.

CUSTO DA VIAGEM

O custo da viagem foi de R$ 8.300, excluindo as passagens aéreas.

“VOCÊ TÁ LOUCO, VELHO?!?!? Com R$ 8.300 eu passo 6 meses mochilando na Europa, incluindo a passagem de ida e volta para Heathrow (com taxas inclusas!!!)”

Calma, calma, meu jovem. Essa questão de custos é algo muito particular, depende muito da sua disposição em abrir mão de algumas coisas. Como estava viajando com minha namorada preferimos hostels com quartos de casal e banheiro privativo, o que acaba saindo um pouco mais caro do que pra quem fica em quarto compartilhado.

Além do mais, tiveram outras duas coisas que encareceram um pouco a viagem. Uma foi a Trilha Inca para Machu Picchu que custou U$ 325, ou, pra quem se lascou com o dólar nas alturas… R$ 1.300!!! Isso já é um custo significativo. Outra coisa, mas aí eu não tenho nenhum arrependimento, foram os gastos em restaurantes. Nós gostamos muito de comer bem, então em alguns lugares da nossa viagem (Lima e Santiago, principalmente) nós não tivemos pena e reservamos um dinheiro para conhecer alguns restaurantes badalados da cidade.

Tirando esses pontos a nossa viagem foi no estilo mochileiro mesmo, sempre buscando gastar o mínimo possível.

Sendo assim, antes de você fechar a página do navegador, continue comigo que aqui tem muita informação pra você que está indo no low-cost TOTAL, também! ::bruuu::

Estou anexando duas planilhas. Uma que eu fiz ANTES de viajar, com uma estimativa dos custos (que foi uma mão na roda, porque bateu certinho). E outra DURANTE a viagem com todos os custos da viagem.

Observação: Alguns custos durante a viagem, foram divididos por 2, como hospedagem, táxi, mercado, snacks, etc.

EQUIPAMENTOS E OUTROS

Seguro de viagem: Fiz pela Mondial Seguros. Paguei cerca de R$ 200 e graças a Deus não precisei usar. Mas é recomendável ter. Nunca se sabe quando você pode precisar.

Certificado Internacional de Vacina: É necessário para entrar na Bolívia mas não me pediram. De qualquer forma não custa nada fazer. Basta você ir em algum posto médico da sua cidade, tomar a vacina e fazer seu cartão de viajante internacional. Aqui nessa página do Ministério da Saúde tem uma lista com todos os postos do Brasil que emitem o certificado.

O QUE EU LEVEI NA VIAGEM?

equipamentos - mochilao chile-bolivia-peru

Na MOCHILA CARGUEIRA
7 camisetas
1 camisa segunda pele (1ª camada)
1 calça segunda pele (1ª camada)
1 casaco fleece (2ª camada)
1 casaco impermeável (3ª camada)
1 calça esportiva
1 calça jeans
3 bermudas
7 cuecas
1 sunga
6 pares de meias
1 touca
1 par de luvas
1 toalha microfibra
1 bota impermeável
1 par de sandálias
1 relógio
2 cadeados TSA
Canivete suíço
Lanterna
Óculos de sol
Celular
Carregador
Adaptador universal
T (Benjamim)
Fones de ouvido
Máquina fotográfica
Lente
Disparador remoto
Cartão de memória
Tripé grande
Mini-tripé
Selfie Stick
Kit limpeza para câmera
Caneta
Caderno de anotações
Livro de palavras cruzadas
Capa de chuva para a mochila
Bastões de trekking

Uma dica que eu vou dar aqui e que me foi muito útil: levem aqueles saquinhos à vácuo de viagem. Coloquei cada tipo de roupa em um saco daquele: um para bermudas, outro para cuecas, meias, camisas e roupas de frio. Você bota as roupas dentro, fecha e usa um aspirador para tirar o ar. Fica bem compacto e organizado. Durante a viagem, que, óbvio, eu não tinha aspirador, o que eu fazia era sentar em cima da sacola pra tirar o máximo de ar possível e depois fechava. Dava quase a mesma coisa. Fica a dica!

Na PASTA PLÁSTICA DE DOCUMENTOS (dentro da mochila de ataque)
Cartões de embarque de voos
Pasta plástica para documentos
Cartão de Crédito Internacional (na doleira, sempre!)
Passaporte
Certificado Internacional de Vacina (ANVISA)
Seguro Saúde
Todo e qualquer comprovante/documento que eu recebesse durante a viagem

ITENS DE HIGIENE
2 Sabonetes
Shampoo
Protetor solar (facial e corporal)
Hidratante
Protetor labial
Repelente
Escova de dente
Creme dental
Barbeador
Espuma de barbear
Desodorante roll-on
Perfume
Lenços umedecidos
Papel higiênico
Álcool gel
Escova de cabelo
Talco para os pés

Usei tudo! Mas a principal dica que eu dou é: use protetor solar. Não se esqueça disso. O sol nos Andes não é brinquedo, apesar do frio enganar um pouco. Se proteja se não quiser ficar todo assado.

REMÉDIOS
Hidratante
Analgésicos e anti-térmicos
Anti-alérgicos
Anti-inflamatórios
Antiácido
Anti-gripais
Para enjoos
Kit curativo
Restauradores da flora intestinal
Relaxante Muscular
Complexo Vitamínico

Há quem ache frescura levar tantos remédios, mas eu não queria correr o risco de perder 1 dia sequer de viagem por estar mal de saúde, portanto resolvi levar um batalhão de remédios. Graças a Deus não precisei tomar nada disso, mas minha namorada (que tem a saúde mais frágil que a minha) esgotou o estoque de alguns remédios, principalmente de restauradores da flora intestinal ::mmm:. Mas fica mais essa dica. Levem remédios.

Feito essa prévia, vamos ao relato em si:

Capítulo 1 – Lima e o primeiro contato com a imensidão do Oceano Pacífico

mirafloresMochilas prontas, saímos de Recife às 23h. Nosso voo partia em direção à São Paulo, onde faríamos uma escala de 2h e depois seguiríamos por mais 5h de viagem rumo à Lima, nosso destino inicial.

Chegamos em Lima às 7h do horário local. Aqui já surgiu o primeiro susto da viagem. Afinal, mochilão que é mochilão tem que começar com emoção. Ficamos mais de 30 minutos na esteira de bagagens e nada das nossas mochilas chegarem. Pensei na hora: Como vou fazer agora?! Não tinha trazido nenhuma roupa na mochila de ataque. Será que terei que ficar, sabe-se lá quantos dias, usando a mesma roupa até acharem minha bagagem?!!!.

Não dessa vez, quando chegamos no balcão da companhia aérea vimos que tinha outras pessoas na mesma situação, inclusive um casal de brasileiros. Logo logo nossas bagagens apareceram, e as deles também.

Já tínhamos reservado um transfer do hostel para nos buscar no aeroporto. Como vimos que o preço estava na média, resolvemos contratar logo.

Ao longo do percurso o motorista foi percorrendo toda a orla de Lima e foi aí que pudemos admirar a beleza do Oceano Pacífico e suas águas com aquele tom de azul escuro. Normalmente Lima vive nublada a maior parte do ano, mas, por sorte, – foi algo que tivemos com frequência nesse mochilão – nesse domingo estava fazendo um sol de rachar o côco!

Chegamos no hostel, que já havíamos reservado com antecedência, mas o check-in era apenas às 12h. Deixamos nossas bagagens no depósito e ficamos esperando um amigo nosso que mora por lá.

Ele nos pegou no Hostel e fomos num café em Miraflores comer alguma coisa. Muito charmoso o local, chama-se Café San Antonio. Foi onde eu comi a melhor empanada de carne de toda a viagem. Ficamos ali pouco tempo, até porque já era cerca de 10h da manhã e tínhamos uma reserva no restaurante El Mercado às 13h.

Saímos de lá e nosso anfitrião decidiu dar uma volta com a gente por Miraflores e San Isidro para nos mostrar um pouco da cidade. Primeiro andamos pela orla (Malecón de La Reserva) e durante o percurso fomos parando em alguns parques ao longo desta. Gente, vocês não têm noção de como a orla de Lima é linda. Para quem não sabe, Lima é uma cidade que fica no topo de imensas falésias, com o Pacífico bem abaixo da cidade. Aí no topo dessas falésias e ao longo de toda orla tem parques imensos, muito bem cuidados, pistas de caminhada, ciclovia, etc. Era um domingo de sol então estava todo mundo aproveitando a cidade. Me apaixonei por essa orla de Miraflores! Passaria um dia inteiro por ali, fácil.

farol de la marina

Farol de la marina

Na parte de baixo da orla tem um píer imenso onde se localiza o restaurante La Rosa Nautica, que alguns dizem que é um pouco caro pra qualidade da comida, mas que possui uma vista linda. Não tivemos tempo de ir até lá, mas você pode entrar no pier pra tirar fotos se quiser, sem, necessariamente, entrar no restaurante. Fica a dica para os que quiserem. A vista deve ser linda.

miraflores, mirante.

Malecon de la reserva

Próxima parada: Parque del Amor, que com certeza deve ser o ponto mais bonito de toda a orla de Miraflores. Tem uns jardins muito lindos, com um monte de murais com frases de amor além da clássica estátua dos amantes se beijando. É fantástico! Vale a pena a visita. ::love::

Eu ia postar uma foto nossa, que ficou linda por sinal, mas minha namorada se achou feia na imagem e vetou a postagem (-.-) Não vai ser nesse capítulo que vocês vão conhecê-la ::lol4::

Já era cerca de 13h e partimos rumo ao restaurante El Mercado do renomado chefe peruano Rafael Osterling. Lima é uma potência gastronômica e tem alguns dos melhores restaurantes do mundo (Central, Astrid y Gastón, La Rosa Náutica, La Mar, etc.). A gastronomia é tão rica que eu prometi à minha namorada que quando fôssemos ricos voltaríamos em Lima para fazer um “mochilão gastronômico”. Como esse dia ainda não tinha chegado, só escolhemos dois restaurantes caros para conhecer e pronto. Um deles foi o La Mar.

O restaurante é muito aconchegante, tem um astral muito legal, parece um mercado mesmo, com toda a decoração do ambiente minuciosamente trabalhada. Nele tivemos nosso primeiro contato com o Pisco Sour e com o Ceviche. Amor à primeira vista. Apesar de não ter sido os melhores da viagem, foram os primeiros, então a gente não esquece.

Experimentamos também um prato que foi como ir no céu e voltar que foi o Pulpo à lá Parrilla, que são pedaços de polvo assados na grelha com algum tempero dos deuses que eles possuem por lá. Nossa, vocês não têm ideia de como estava gostoso. Tanto que toda vez que eu vejo a foto de novo me dá água na boca. Experimentamos várias coisas e saímos de lá com orgasmos alimentares 😆 .

El mercado, miraflores El mercado, mirafloresAbastecidos, nos despedimos do nosso amigo e voltamos pro hostel, o Dragonly Hostels. Não recomendo esse hostel ok?! Além de caro, o local não tinha uma estrutura que justificasse o preço… basta dizer que a internet não funcionou durante os 2 dias em que estivemos hospedados e, se não fosse suficiente, quando chegamos do almoço, cansados e sedentos por um banho, ninguém sabia onde estava a chave do quarto. Enfim, não indico para vocês esse hostel. ::bad:: ::bad:: ::bad::

Tomamos banho, nos organizamos e pegamos um táxi para Barranco, um bairro boêmio de Lima onde tem vários bares e restaurantes bem agradáveis. Passamos pela Puente de Los Suspiros e nos dirigimos a um pequeno mirador para assistirmos ao pôr-do-sol no Pacífico. O primeiro e único de toda a viagem. Lindo, principamente para nós que estamos acostumados a ver o nascer do sol no oceano.

Uma dica. Os táxis em Lima são muito baratos, mas não possuem taxímetro, então você precisa combinar a corrida antes de entrar no táxi. Sempre pechinche. Quando lhe oferecerem um preço, sempre peça menos. O máximo que você vai ouvir é um não e considerando que a frota de táxi da cidade é imensa, sempre vai vir algum outro táxi atrás. Pechinchar é a lei para os táxis em Lima.

Ficamos por um tempo dando uma voltinha pelo bairro para conhecer e tirar algumas fotos. Estava bastante movimentado. Algumas partes estão em reforma, acredito eu que estão fazendo algum tipo de revitalização na área. Mas não deixava de ser lindo. Vale a pena a visita no fim de tarde.

El barranco

MirafloresSaindo de lá fomos direto para o Parque da Reserva ver o Circuito Magico del Agua, que fica um pouco mais afastado de Miraflores.

A fila para entrar no Parque era GIGANTESCA. Achávamos que iria ter algum show ou evento especial, mas não. Pensávamos: “Como pode um parque que está aqui todo santo dia estar tão lotado desse jeito? Esse povo já deve ter cansado de ter visto esses espetáculos das fontes, porque tanta gente?”. Mas não, o povo realmente gosta do parque. A maioria das pessoas eram moradores locais. Lá se foi quase 1h na fila.

Entramos e o parque estava lotado de gente assistindo aos malabarismos das fontes de água. É um espetáculo fantástico. São várias fontes e tem um jogo de luz e som que deixa tudo mais intenso ainda. Tirei várias fotos, mas como era de noite e eu estava sem tripé, só algumas poucas prestaram.

Circuito magico del agua, mirafloresQuando retornamos o parque já estava fechando, pegamos novamente um táxi de volta para Miraflores e fomos direto para o Shopping Larcomar. Estávamos morrendo de fome. O local fica na orla de Miraflores e é todo ao ar livre. Pra nós que estamos acostumados a ficar enclausurados dentro de shoppings que nos fazem perder a noção do tempo, o Larcomar foi um novo conceito. E de noite, então, com tudo iluminado, fica lindo. Jantamos no La Lucha Sangucheria, uma lanchonete que vende vários tipos de sanduíches. Comi um sanduíche de porco e um suco, deu S./ 28. Um pouco caro, mas gostoso.

Shopping larcomarVoltamos andando pro hostel. Miraflores é bem segura, não fazia medo andar à noite pelas ruas do bairro. A cidadela tem vários comércios e muita gente até tarde nas ruas. É, definitivamente, um bairro bem movimentado.

Gastos do Dia
Táxi do Aeroporto a Miraflores – S./ 15
Almoço no El Mercado – S./ 75
Táxi de Miraflores a Barranco – S./4
Táxi de Barranco até o Circuito Magico del Agua – S./ 6
Boleto do Circuito magico del Agua – S./ 4
Táxi do Circuito Magico del Agua até o Shopping Larcomar – S./ 7,5
Jantar no La Lucha Sangucheria – S./ 28
Total: S./ 139,5

Capítulo 2 – Um mergulho no Centro Histórico de Lima 

Levantamos, tomamos nosso maravilhoso (#sqn) desayuno continental e caímos no mundo. Ao contrário do dia anterior, Lima estava bastante nublada. Como era o nosso último dia em Lima, íamos visitar o centro histórico, que fica um pouco afastado de Miraflores.

Fomos ao Larcomar, que tinha um ônibus panorâmico que saía de manhã e fazia todo o trajeto pelos pontos turísticos do centro histórico de Lima, mas não sabíamos que horas ele passaria. Quando chegamos lá descobrimos que a saída dos ônibus são às 9h30 e depois às 14h. Como já havíamos perdido o ônibus da manhã e não queríamos fazer o passeio da tarde, decidimos visitar Lima por conta própria.

Pegamos um táxi para o centro e desembarcamos na Basílica de São Francisco, que é uma igreja muito linda, diga-se de passagem. As fotos falam por si só.

Basilica de San FranciscoDepois visitamos o Museu do Convento de San Francisco que fica em um prédio anexo à Igreja. A entrada custa S./ 10 (adulto) e S./ 5 (estudante) e inclui o passeio guiado por todo o convento e pelas catacumbas, que era o antigo cemitério no período colonial da cidade. Infelizmente não era permitido tirar fotos nesse tour, então, vou ficar devendo. Mas pra quem gosta desse tipo de passeio, eu recomendo. Vale a visita.

Depois fomos até a Plaza de Armas de Lima que é bem organizada e, apesar de não ter sido a mais bonita da viagem, tem seu charme também!

Passeamos um pouco pelas ruas próximas à Plaza e depois embarcamos num táxi com destino ao Museo Larco, que fica em Pueblo Livre. O Museu é um dos principais de Lima e conta com mais de 45 mil obras. Ajuda a você entender um pouco sobre a cultura inca e pré-inca no Peru. Os itens são mostrados em ordem cronológica, então é bem interessante de se visitar.

Ainda que você não goste de museu, o prédio do Museo Larco por si só já vale a visita. Ele fica num edifício colonial que foi construído em cima de uma pirâmide pré-colombiana. Tem um café super charmoso no térreo onde comemos um lanche rápido depois da visita. Só adianto para vocês que as coisas por lá são um pouco caras.

museo larcoSaímos do museu por volta das 16h e fomos direto pro hostel tomar um banho e descansar pois tínhamos uma reserva no restaurante La Barra a noite.

Decidimos também comprar nossa passagem para Ica para o dia seguinte. Lima não tem terminal de ônibus como a maioria das cidades. Cada empresa possui seu próprio terminal, que fica na Avenida Javier Prado. De táxi dava cerca de 20 minutos e custaria uns S./ 15. Achamos mais vantajoso comprar dentro do próprio hostel mesmo. Custou S./ 60 pela Cruz Del Sur.

Banho tomado, tudo pronto, partimos rumo ao badalado restaurante La Barra. Esse foi um dos 2 restaurantes tops que decidimos conhecer em Lima. É mais um dos vários restaurantes de Gastón Acurio, o principal nome da gastronomia do país e embaixador da cozinha peruana no mundo. O restaurante fica numa enorme mansão chamada Casa Moreyra, que abriga o restaurante mais top dos tops do chefe que é o Astrid & Gastón. Mas enfim, esse era um pouco demais pro nosso bolso ::essa::.

O ambiente do restaurante também é bem descontraído, com umas plantas de cabeça pra baixo no teto e a cozinha totalmente aberta e visível pra todo mundo do salão. Pedimos Tiraditos de Peixe de entrada com Pisco Sour (óbvio), mas esqueci de tirar uma foto.

La barra, lima-peru La barra, lima-PeruDe prato principal nós pedimos um Carré de Cerdo. Acho que nunca comi um prato tão saboroso em toda a minha vida. Aquele prato vai ficar eternamente na minha memória gustativa :D . O prato era enorme. Acho que dava, fácil, para umas 4 pessoas! Mas nós destruímos sozinhos mesmo. ::lol4::

carré de cerdo, la barra-lima, PeruDe sobremesa, nós pedimos a clássica Bomba de Chocolate do restaurante. É uma bola IMENSA de chocolate, recheada com sorvete de coco e vários outros ingredientes da Amazônia. O garçom nos falou todos os ingredientes, mas eu não me lembro mais. Só lembro que essa sobremesa é uma delícia e nunca mais vou esquecê-la! (Já deu pra perceber que eu tenho mentalidade de gordo, né? ::lol4:: ).

Bomba de chocolate, lima-PeruAlém do sabor único, a bomba de chocolate tem um espetáculo à parte. Ela é feita com nitrogênio líquido e “explode”. 😯

Saímos de lá passando mal de tanto comermos. Sem stress, com certeza foi o melhor lugar onde comemos em toda a viagem. A conta? Módicos S./ 400!!! ::dãã2:: Mas já fomos preparados para isso. Além do mais, posso dizer que foi uma das melhores experiências gastronômicas da minha vida até hoje. Valeu cada centavo!

Esse jantar também representou o fim da nossa fase ostentação e o início do mochilão pra valer :P. No dia seguinte seguiríamos pra Huacachina.

Gastos do Dia
Táxi de Miraflores ao Centro – S./ 7,50
Museo San Francisco – S./ 5
Água: S./ 1,50
Táxi do Centro ao Museo Larco – S./ 6,50
Entrada do Museo Larco – S./ 15
Lanche no Café do Museo – S./ 35
Táxi do Museo até Miraflores – S./ 15
Ônibus Lima/Ica – S./ 60
Táxi ida e volta ao La Barra – S./ 12
Jantar no La Barra – S./ 200
Total: S./ 357,50

Capítulo 3 – Os encantos do Oásis de Huacachina 

Acordamos super empolgados, afinal iríamos para a nossa primeira viagem de bus pelas terras peruanas! Isso sem contar que estávamos super ansiosos pra conhecer o Oásis de Huacachina.

Fizemos o checkout no hostel (S./ 110 pra cada um) e pegamos um táxi para o terminal da Cruz del Sur (S./ 7,50 pra cada). O nosso ônibus partiria às 7h30h e era extremamente limpo e confortável, além de contar com serviço de bordo (sanduíche, suco e um pedaço de bolo). Chegamos ao terminal de Ica às 13h.

Ao chegar na cidade, uma surpresa nada agradável: havia perdido (ou roubaram) minha carteira. Eu realmente não sei o que aconteceu, mas por “sorte” a única coisa que estava na carteira eram cerca de S./ 180 e a minha carteira de estudante da ISIC. Eu havia tirado meu cartão de crédito internacional da carteira no dia anterior. Enfim, fiquei triste na hora, mas como não tinha sido nada de mais grave, resolvi desencanar. Detalhe: lembrem-se bem dessa perda da carteira de estudante… ::putz::

Aproveitamos para comprar nossas passagens para Arequipa já que o terminal fica um pouco distante da cidade e nós não queríamos correr o risco de não ter passagem no dia. Aliás, essa foi uma estratégia que utilizamos durante toda nossa viagem. Assim que chegávamos em algum terminal de ônibus, já comprávamos a passagem para a próxima cidade. O único momento que não fizemos isso, acabamos sendo enrolados… A passagem, em ônibus-cama (160º) saiu por S./ 120. 😡

Pegamos um dos táxis credenciados dentro do próprio terminal até Huacachina (S./ 5 pra cada). Gente, vocês não tem noção do trânsito caótico que é Ica. Me senti na Índia ::lol3::

Chegando na cidade o taxista nos levou na agência de turismo que tinha parceria com a Cruz del Sur. Ele disse que se tivéssemos comprado uma passagem da CdS, teria um desconto no valor dos passeios. Quando entramos na agência, a mulher queria nos cobrar S./ 170 pelo passeio de Buggy + Islas Ballestas + Paracas. Como sabíamos que estava um pouco acima do preço, agradecemos e fomos embora. Quando estávamos voltando pro táxi o motorista disse que, se quiséssemos, a moça da agência faria por S./ 140 (45 do Buggy + 95 de Paracas). Fechamos nesse preço, que foi o que queríamos. Fiquem ligados com isso se forem fechar com essa agência da Cruz del Sur.

A essa altura estávamos morrendo de fome, fizemos então o check-in no hotel e fomos sair pra comer alguma coisa, afinal já era 14h30 e o passeio do Buggy só saíria às 15h30. Ficamos no Huacachinero pois no dia seguinte era aniversário da minha namorada e queríamos comemorar em grande estilo. O Hotel é show de bola, toda a decoração, os quartos, tudo muito bom. Por engano nos botaram num quarto com ar-condicionado ainda, não poderia ter sido melhor.

Hotel El HuacachineroDemos um passeio ao redor do lago e gostamos demais da energia do lugar. Realmente é algo que você não imagina que exista até que veja com os próprios olhos. Muito lindo. Tiramos algumas fotos, almoçamos e voltamos para sair para o passeio.

Huacachina HuacachinaOs passeios são feitos em um buggy imenso chamado “tubulare” que cabem, ao todo, 9 pessoas. Logo na entrada das dunas você precisa pagar uma taxa de S./ 4. Em seguida o motorista começa a dirigir loucamente por todas as dunas, subindo e descendo a toda velocidade (cuidado pra não comer areia)!!! ::lol4:: ::lol4:: ::lol4::

É muita adrenalina. Tem horas que você pensa que o buggy virar! Mas os caras sabem o que fazem. Vez ou outra eles param em algumas dunas para você descer com a prancha. Quem tem prática pode descer em pé, mas a maioria desce ou sentado ou então deitado de bruços. Apesar do medo de descer de bruços a aventura é bem tranquila, desde que você siga as orientações do guia. No final do circuito eles levam você pra descer numa duna IMENSA (IMENSA MEMSO!). Teve uma menina do nosso grupo que levou um capote 😥 . Nada grave.

Depois de ter engordado 1 kg só de comer areia (é sério, você vai ter areia até dentro do cérebro!), o motorista nos levou para um ponto que dá pra ver o por-do-sol. Acho que todos os guias vão para o mesmo lugar, porque fica tudo lotado. Ali dá pra você tirar algumas fotos legais das dunas. Infelizmente nesse dia o tempo estava meio nublado e acabou que o por-do-sol nem foi tão bonito assim, mas valeu o registro.

HuacachinaPosteriormente eles nos levaram para termos aquela visão clássica de Huacachina. Lindo lindo. Ver o oásis de cima é sem igual. Ficamos uns 10-15 minutos e depois voltamos pra cidade.

Chegamos o hotel, tomamos um banho, nos livramos de 90% da areia que estava na nossa alma (os outros 10% estão dentro da bota até hoje e não sai, juro!) e fomos jantar no Desert Nights, o restaurante mais badaladinho que tem por aquelas bandas. Comemos o velho combo de hamburugesa, uma ensalada com papa frita e suco. Feito isso, hora de dormir já que o dia seguinte seria bem puxado.

Gastos do dia:
Dragonfly Hostels (Lims) – S./110
Táxi de Miraflores até a Cruz del Sur – S./ 7,50
Água – S./ 3,50
Passagem Ica/Arequipa – S./ 120
Táxi Ica/Huacachina – S./ 5
Tour Buggy – S./ 45 + 4 (Taxas)
Tour Islas Ballestas + Paracas – S./ 95
Almoço – S./ 20
Jantar no Desert Nights – S./ 32,50
Total: S./ 442,50

Capítulo 4 – Pinguins! Pinguins! Islas Ballestas, Paracas e um banho gelado no Pacífico! 

Levantamos bem cedo nesse dia, afinal, a saída para o passeio era às 6h30. Ah, um detalhe! Era aniversário da minha namorada! Então tinha tudo pra ser um dia perfeito (e foi, graças a Deus!). O café da manhã foi um dos melhores de toda a viagem, perdendo apenas para o de Uyuni (sim, acreditem!). Tinha de tudo, frutas, cereais, suco, presunto, queijo. Era bem completo. Também pudera, pelo preço da diária tinha que ser mesmo…

Aproveitamos pra fazer o check-out, já que só voltaríamos ao Hotel no fim da tarde para pegarmos o ônibus rumo à Arequipa. A diária deu módicos S./ 143,50 para cada.

Chegamos na agência e conhecemos nossos companheiros de viagem e o nosso guia. A maioria do pessoal era meio caladão, tinha casal com filhos e não nos integramos com ninguém, exceto um espanhol que tava fazendo o passeio sozinho, muito bacana o sujeito. Já tinha feito a maioria das cidades que nós iríamos, então nos deu várias dicas. Gente finíssima ::otemo::

De Huacachina até Paracas deu mais ou menos 1h de viagem. No caminho o guia foi dando algumas informações e contando um pouco sobre o que veríamos ao longo do dia.

Por fim chegamos nas Docas de Paracas, que é onde tem o Museu da Reserva de Paracas e das Islas Ballestas. Aqui você tem que pagar S./ 18 de taxa para poder visitar. Existem dois tickets, um que dá direito apenas à Islas Ballestas e outro que permite também o acesso à Paracas. É bom ter atenção aqui.

Porto de ParacasO dia estava um pouco nublado, achávamos que iria chover mas depois o sol abril. Além disso, o guia do passeio das Islas Ballestas depois nos explicaria que naquela região chove muito pouco porque a água ali é muito fria e contém muitos sais minerais, o que impede a evaporação (daí o porquê daquela região ser tão seca). Tanto que o nome Paracas vem do quechua Paraaco onde “Para” (chuva) e “aco” (areia), ou seja, chuva de areia.

Sim, mochilão também é cultura ::lol4::

ParacasEssa explicação que o guia nos deu foi para explicar porque o Candelabro de Paracas permanece intacto até hoje, como as linhas de Nazca. Quando você vê pessoalmente, ainda que de longe, você percebe que o Candelabro é de uma areia que já ficou dura, como se fosse uma pedra, isso se deve pela falta de chuva. Acredita-se que antigamente o Candelabro servia como uma sinalização para as embarcações que chegavam à costa, já que ele pode ser visto à distância. É gigante o negócio.

Candelabro de ParacasDepois de uns 20 minutos de barco (o barco é muito rápido, diga-se de passagem), você finalmente chega às Islas Ballestas de fato. O arquipélago é formado por três pequenas ilhas protegidas que possui um ecossistema riquíssimo, com pelicanos, pinguins, leões marinho e muitos pássaros. Eu não vou explicar muitos detalhes, vou deixar que as fotos digam por mim haja visto que esse local é de uma perfeição tamanha que só vendo pessoalmente para ter noção da beleza desse passeio.

Demos muita sorte e conseguimos avistar um pequeno grupo de pinguins que estavam por ali. O guia disse que nessa época não é muito comum ter pinguins por ali, tanto que esse foi o único grupo que vimos. Vimos é modo de falar, porque os bichos estavam tão camuflados que se o guia não tivesse nos mostrado, com certeza não teríamos percebido.

Islas Ballestas Sim, isso preto na parte de cima das rochas são milhares de aves ::dãã2::

Islas BallestasHá duas partes específicas das ilhas onde se concentram centenas de leões-marinho. Sim, eles fazem um barulho ensurdecedor. Uma dessas partes é essa da foto, local utilizado tanto para reprodução quanto para berçario. Lembrem-se dessa informação, porque ela terá relevância no relato do Colca Cânion ;)

Isto posto, voltamos às docas. Lá o guia nos deu 30 minutos para visitarmos toda a área, onde tem várias barraquinhas de artesanato, restaurantes. A gente deu uma voltinha, tiramos fotos com esses Pelicanos aí da imagem que estavam dando show pros turistas e tomamos uma raspadinha de chicha morada (sim, nós ficamos viciados em chicha morada nessa viagem).

Pelicano, Islas BallestasEm seguida começamos nosso passeio pela Reserva de Paracas, que diga-se de passagem é imeeeeeeensa. Até onde os olhos alcançam, você só consegue ver o deserto de Paracas. As paisagens são maravilhosas e, apesar de estar fazendo sol, sentíamos um leve vento gelado.

Paramos na Catedral de Paracas. Minha namorada, que é louca por igrejas e não gosta muito de pedras, deu um pulo do carro toda empolgada achando que era alguma igreja que havia sido construída pelos Incas ::lol4:: . Na verdade era uma formação rochosa que lembrava a cúpula de uma catedral, mas que depois de um terremoto de magnitude 7.9 em 2007 desmoronou. Hoje em dia, a formação que continua é essa abaixo, mas para sanar a curiosidade das pessoas existe uma placa no local mostrando como era o lugar antes do desastre.

Catedral de Paracas Paracas Depois seguimos rumo à Playa Roja, que possui uma areia de coloração vermelha peculiar. A praia é uma área de preservação ambiental ou seja, não se pode sequer pisar na areia, quiçá tomar banho. Mas vale a pena o registro.

Playa RojaO guia também nos levou a um pequeno vilarejo onde existem restaurantes para beliscar algo ou mesmo almoçar. A localidade é bem rústica e não possui luz elétrica, então, todos os produtos são frescos, trazidos dos barcos de pesca que ficam por ali. Confesso que não sei se essa história era verdade ou apenas uma forma de vender mais. O que eu posso dizer com toda certeza que esse foi, de longe, o melhor ceviche que comi durante toda a viagem. Ali, na beira do oceano pacífico, admirando a beleza do deserto de Paracas, regado à pisco sour. Olha, daria tudo pra ter aquele momento ali de volta agora :( Deixou saudades! O almoço custou S./ 38,50 pra cada

Ceviche de frutos do mar O nosso passeio ainda incluía uma visita à Playa de la Mina. Praiazinha muito bacana. Não era tão lotada quanto as outras e a água parecia mais limpa, porém não tinha tinha nada de água cristalina que disseram durante o caminho. Acho que eles não conhecem as praias de água cristalina brasileiras ::putz::

Mas o local era bacana. Não tiramos fotos mas tomamos banho.

Nada mais óbvio, não podíamos ter feito um mochilão e sequer ter nos banhado no Oceano Pacífico né? PS: ::Cold:: ::Cold:: ::Cold:: Nunca vi uma praia com água tão gelada quanto aquela. Mesmo depois que você entra é difícil de se acostumar com a temperatura. Ficamos por ali 1h e no final apertamos o passo do guia já que teríamos que estar no terminal em Ica às 19h.

Chegamos em Huacachina por volta das 18h15. Tomamos um banho correndo e pegamos um táxi rumo à rodoviária (S./ 10). Chegamos bem em cima, mas não perdemos o ônibus.

Embarcamos, jantamos (thanks, Cruz del Sur) e seguimos viagem rumo à Arequipa.

Gastos do dia:
Hotel Huacachinero – S./143,50
Entrada nas Islas Ballestas – S./ 18
Raspadinha – S./ 6
Almoço – S./ 38,50
Playa de La Mina – S/10
Táxi até o terminal da CDS – S./ 5
Água – S. 3,50
Total: S./ 224,0

 

Por enquanto é isso… Espero que estejam gostando! Em breve sai do “forno” a 2ª e última parte dessa aventura! Até lá!

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